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Mulheres imigrantes compartilham suas histórias sobre o trabalho escravo

Fotografía CEMIR, Mulheres Imigrantes do bairro Bom Retiro

Neste domingo, 18 de fevereiro, mulheres imigrantes do bairro Bom Retiro, grupo liderado por Saragoza Paye Blanco, liderança do Centro da Mulher Imigrante e Refugiada (Cemir), juntamente com a psicóloga e facilitadora Sandra Morales e Soledad Requena, coordenadora de projetos, realizaram a primeira roda de conversa do ano. 


A roda contou com dinâmicas de relaxamento e atividades lúdicas, para refletir sobre o significado do 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Nesta oportunidade, elas lembraram suas próprias experiências dentro de trabalhos análogos à escravidão. Algumas mulheres contaram que trabalhavam 16 horas em jornadas exaustivas, o dono retinha os documentos e não dava informação sobre seus direitos. A maioria tinha medo, pois eram intimidadas, ameaçadas e assediadas com frequência. O trabalho era forçado e a submissão era uma regra. 


Hoje elas se sentem empoderadas, já que conhecem seus direitos. Saíram da condição de trabalho análogo ao de escravo. Porém, manifestam que ainda trabalham em condições precárias e querem se transformar em empreendedoras, criando grupos de mulheres que acreditem na proposta de uma economia solidária e até em cooperativas, buscando melhorar sua renda e alcançar um trabalho digno.


Redação - Soledad Requena e Paulina Meza



 
 
 

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