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No domingo, 29 de setembro, Carapicuíba foi palco do quadrangular de futsal “Mulheres Imigrantes em Campo contra a Violência”, uma atividade promovida no âmbito do projeto do CEMIR – Centro da Mulher Imigrante e Refugiada.


O encontro reuniu mulheres imigrantes, suas famílias e a comunidade em um momento de esporte, lazer, convivência e integração cultural. Muito além das partidas de futsal, a iniciativa proporcionou um espaço de acolhimento, participação e fortalecimento dos vínculos comunitários, valorizando o protagonismo das mulheres imigrantes e refugiadas.

A atividade também reforçou a importância de criar espaços coletivos de enfrentamento à violência, ao preconceito e à xenofobia, reconhecendo a diversidade cultural como parte fundamental da construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e respeitosa.

O esporte mostrou, mais uma vez, seu potencial para aproximar pessoas, fortalecer a autoestima e promover o sentimento de pertencimento. Em campo, as mulheres puderam jogar, torcer, compartilhar experiências e construir novas relações de apoio e solidariedade.


Um encontro que transforma olhares


A experiência foi compartilhada por Cris psicóloga brasileira e filha de boliviano ela destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento das mulheres imigrantes e para a reflexão sobre os preconceitos que ainda atravessam suas vivências.


“Participar da atividade ‘Mulheres Imigrantes em Campo contra a Violência’ – Quadrangular Carapicuíba foi uma experiência muito significativa para mim. Pude perceber como uma atividade de lazer pode se transformar em um importante espaço de convivência, fortalecimento de vínculos, pertencimento e autoestima.


Foi muito bonito observar as mulheres ocupando aquele espaço, jogando, torcendo, rindo e se apoiando, enquanto suas famílias também participavam daquele momento. A organização e a liderança da CEMIR demonstraram como ações comunitárias podem criar oportunidades de encontro e fortalecimento coletivo.


Também me chamou atenção a presença de diferentes culturas e as marcas do preconceito e da xenofobia que ainda atravessam essas mulheres. Como filha de boliviano, senti uma identificação especial e fui muito acolhida pela comunidade. A experiência também me fez refletir sobre como nós, enquanto sociedade, precisamos questionar nossos próprios olhares e preconceitos diante das diferenças culturais.

Saio desse encontro pensando que a Psicologia pode contribuir justamente na construção de espaços de escuta, diálogo, autonomia e fortalecimento dessas mulheres. Foi uma experiência que ampliou meu olhar e me deixou ainda mais motivada a contribuir com as próximas ações da CEMIR.”


Fortalecer mulheres é transformar a sociedade

O quadrangular integra as ações do CEMIR voltadas à promoção dos direitos das mulheres imigrantes e refugiadas, incentivando a autonomia, a participação social e a construção de redes de apoio.

Ao ocupar as quadras e os espaços comunitários, essas mulheres reafirmam seu direito ao lazer, à convivência, à dignidade e a uma vida livre de violência.


CEMIR — fortalecendo mulheres, conectando culturas e construindo caminhos coletivos contra a violência, o preconceito e a xenofobia.

 
 
 

No domingo, 26 de outubro, o Centro da Mulher Imigrante e Refugiada (CEMIR) realizou, com apoio da EVEN Construtora e Incorporadora, a Festa das Crianças Imigrantes no Centro Esportivo e de Lazer Luiz Martinez, em Tiquatira, na Penha. O evento teve como tema “O Direito de Brincar”, celebrando a infância como um espaço de alegria, convivência e inclusão.


O encontro reuniu famílias imigrantes e refugiadas em um ambiente acolhedor e repleto de atividades para as crianças, que puderam participar de brincadeiras, jogos e dinâmicas recreativas. Além da comida e bebida à vontade, o evento também contou com momentos de cuidado e relaxamento para as mães e adultos, que receberam massagens e puderam desfrutar de um espaço de descanso e convivência.


A celebração foi marcada por momentos de emoção e união, fortalecendo os laços comunitários e reafirmando o compromisso do CEMIR com a promoção dos direitos das mulheres e das crianças imigrantes.


“Foi um dia mágico, de alegria e pertencimento. Brincar é um direito fundamental da infância, e ver tantas crianças felizes foi a maior recompensa”, destacou a equipe organizadora.

O CEMIR agradece à EVEN Construtora e Incorporadora pelo apoio, à equipe de voluntários que colaborou com dedicação e carinho, e ao Centro Esportivo e de Lazer Luiz Martinez de Tiquatira, pela parceria e acolhida.


Com iniciativas como esta, o CEMIR reafirma sua missão de promover espaços de convivência e integração para famílias imigrantes, celebrando a diversidade e a esperança em cada gesto de solidariedade.






Redação: Paulina Meza

 
 
 


No dia 30 de setembro, o CEMIR participou do Diálogo com a equipe do Centro de Referência e Atendimento ao Imigrante (CRAI), equipamento público da Prefeitura de São Paulo. O encontro foi um importante momento de troca de conhecimentos e vivências sobre a realidade de trabalho da população imigrante e refugiada, com ênfase especial nas mulheres.


Entre os principais temas discutidos, destacaram-se 4:


  1. Empregabilidade e acesso ao trabalho decente


Foi possível observar alguns avanços no campo da empregabilidade para pessoas migrantes, promovidos por determinadas empresas. No entanto, o acesso das mulheres imigrantes e refugiadas ainda é bastante limitado.

Muitas dessas mulheres possuem formação acadêmica e qualificação profissional, mas enfrentam dificuldades no reconhecimento de seus títulos no Brasil. Essa barreira as obriga, em grande parte dos casos, a se submeterem a empregos menos valorizados — como trabalhadoras domésticas, faxineiras, balconistas ou vendedoras — com baixa remuneração e exposição frequente ao racismo.

Além disso, mulheres negras africanas e indígenas relataram ser vítimas de assédio no ambiente de trabalho.


Como proposta, foi sugerido que as políticas públicas incluam ações de sensibilização junto às empresas, com o objetivo de orientar gestores e funcionários sobre protocolos de combate ao racismo e assédio, além de garantir que as trabalhadoras imigrantes conheçam seus direitos trabalhistas. Também foi sugerida a criação de materiais informativos para facilitar o acesso dessas mulheres à legislação trabalhista brasileira.


  1. Barreiras linguísticas


Outro ponto levantado foi a dificuldade com o idioma português, especialmente entre as mulheres imigrantes. Nesse sentido, propôs-se que as políticas públicas ampliem e aprimorem o acesso a cursos de português, levando em consideração localização, dias, horários e metodologias adequadas, a fim de favorecer um aprendizado mais efetivo e inclusivo.


  1. Condições de trabalho nas oficinas de costura


Foi debatida também a realidade das mulheres que trabalham em oficinas de costura, onde cerca de 65% atuam em condições precárias e informais. Muitas delas foram, ou ainda são, vítimas de trabalho análogo à escravidão.

Embora exista uma legislação para enfrentar esse tipo de violação, há limitações no acompanhamento pós-resgate: após um breve período de apoio, as mulheres enfrentam dificuldades para conseguir novos empregos e acabam retornando à mesma situação de vulnerabilidade.

A proposta apresentada foi fortalecer as políticas de empregabilidade, garantindo inserção efetiva no mercado de trabalho para mulheres resgatadas dessas condições.


  1. Empreendedorismo e autonomia econômica


Por fim, discutiu-se a importância de incentivar o empreendedorismo feminino, por meio de capacitações e acesso facilitado ao crédito, permitindo que as mulheres imigrantes desenvolvam seus próprios projetos e ampliem sua renda, fortalecendo assim sua autonomia econômica.



A participação do CEMIR neste diálogo reforça o compromisso da organização com a defesa dos direitos das mulheres imigrantes e refugiadas, e com a promoção de políticas públicas mais inclusivas e equitativas.

Ao contribuir com reflexões e propostas concretas, o CEMIR reafirma seu papel como ponte entre a sociedade civil e o poder público, na busca por trabalho digno, igualdade de oportunidades e respeito à diversidade. Seguiremos fortalecendo espaços de escuta, diálogo e construção coletiva de soluções que garantam justiça social e dignidade para todas as mulheres.


Acompanhe nossas ações, projetos e mobilizações nas redes sociais e no site do CEMIR, e junte-se a nós na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e solidária!



 
 
 
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