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No último domingo do mês de fevereiro, foi realizada roda de conversa com o grupo de mulheres de Carapicuíba. A liderança Lydia Garcia e a facilitadora Sandra Morales desenvolveram atividades sobre combate ao trabalho análogo à escravidão e criação de empreendedorismo consciente. As mulheres apontaram que o problema do trabalho em condições análogas a escravidão não atinge apenas mulheres imigrantes, já que também existem mulheres brasileiras inseridas em trabalhos de costura que são exploradas. Elas lembraram de um acontecimento recente, onde foi resgatado um grande número de brasileiros que trabalhavam em vinícolas que usavam mão de obra em condições análogas à escravidão para a colheita de uvas na serra gaúcha. Todas concordaram que atualmente o trabalho análogo à escravidão é um problema que vai além do Brasil, é um problema mundial e cabe a todas as pessoas combatê-lo.



Dentro das dinâmicas da roda, foi trabalhada a importância do empreendedorismo consciente, baseado na criação de redes de mulheres imigrantes que visem criar empreendimentos além da costura. A roda propôs o empreendedorismo solidário e participativo como um caminho alternativo que possibilite a geração de renda para as mulheres imigrantes.


Redação Paulina Meza

 
 
 
Fotografía CEMIR, Mulheres Imigrantes do bairro Bom Retiro

Neste domingo, 18 de fevereiro, mulheres imigrantes do bairro Bom Retiro, grupo liderado por Saragoza Paye Blanco, liderança do Centro da Mulher Imigrante e Refugiada (Cemir), juntamente com a psicóloga e facilitadora Sandra Morales e Soledad Requena, coordenadora de projetos, realizaram a primeira roda de conversa do ano. 


A roda contou com dinâmicas de relaxamento e atividades lúdicas, para refletir sobre o significado do 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Nesta oportunidade, elas lembraram suas próprias experiências dentro de trabalhos análogos à escravidão. Algumas mulheres contaram que trabalhavam 16 horas em jornadas exaustivas, o dono retinha os documentos e não dava informação sobre seus direitos. A maioria tinha medo, pois eram intimidadas, ameaçadas e assediadas com frequência. O trabalho era forçado e a submissão era uma regra. 


Hoje elas se sentem empoderadas, já que conhecem seus direitos. Saíram da condição de trabalho análogo ao de escravo. Porém, manifestam que ainda trabalham em condições precárias e querem se transformar em empreendedoras, criando grupos de mulheres que acreditem na proposta de uma economia solidária e até em cooperativas, buscando melhorar sua renda e alcançar um trabalho digno.


Redação - Soledad Requena e Paulina Meza



 
 
 

Atualizado: 23 de jan. de 2024

23 janeiro de 2023



Prudence Kalambay, imigrante congoleza, representou o CEMIR no Encontro Nacional de Organizações Lideradas por Refugiados, organizado pela ACNUR, realizado em Brasília, de 15 e 17 de janeiro. O Encontro reuniu 26 organizações de diferentes regiões do Brasil e realizou um debate muito rico em torno da participação social dos imigrantes e refugiados, para identificar desafios e oportunidades e compartilhar informações.

Durante a primeira dinámica, foi feita uma avaliação sobre o que está acontecendo atualmente nas instituições. A representante do CEMIR, juntamente com os representantes de outras Organizações como a Coordenação de Migrantes Haitianos (COMHA), a Associação Coletivo los Venezulanos, O Conselho Indígena Najakara Mooro e Bilongo Tambores Venezolanos, responderam perguntas sobre a consideração da diversidade e necessidades reais da comunidade migrante, o uso de espaços de participação social e as ferramentas existentes nas organizações para lidar com processos de participação comunitária. As respostas da avaliação foram qualificadas com as cores amarelo, verde e vermelho.

Num segundo momento, Prudence, juntamente com representantes das organizações de Mawon, Mães Migrantes Acompañadas , Associação dos Africanos em Curitiva (Bomoko), Associacão Asovembra , Associação dos Venezuelanos do Brasil com sede em Porto Velho Rondônia (Assovenbra), Projeto Social Bilongo e o Conselho Indígena Najakars Mooro discutiram o Eixo 3 e 6.


O eixo 3 que teve como temas principais a interculturalidade e diversidade de diálogo com migrantes e refugiados, as estratégias de abordagem e atendimento com respeito às especificidades da população migrante, refugiada e apatriada e os incentivos a empreendimentos culturais de pessoas migrantes, resultando em três propostas principais: a criação de editais que incentivem empreendimentos culturais e multiculturais, colocar a mediação cultural como regra nas instituições públicas e o direito ao voto para que se tenha representação política real.


O eixo 6 que teve como pontos principais a análise sobre o enfrentamento a violações de diretos e a prevenção e combate a toda forma de violência contra a população migrante refugiada e apatriada, em especial a fenômenos como o racismo, xenofobia, violência doméstica e de gênero, para construir e qualificar politicas setoriais e campanhas de conscientização e sensibilização para prevenir e enfrentar estes tipos de violências. Este eixo gerou como proposta principal a criação de campanhas de conscientização voltadas ao enfrentamento a violências, em meios de comunicação e também em lugares como escolas e comunidades onde podem ser feitas palestras que abordem temas como xenofobia, racismo, violência doméstica, psicológica, de gênero, etc.


Durante o evento, Prudence destacou que as mulheres refugiadas são as que mais têm a falar e para ter uma mudança real elas têm de ser escutadas. Também reiterou ser urgente que as organizações promovam o emprego de pessoas imigrantes com diferentes idiomas e culturas para criar espaços de atendimento com um olhar respeitoso e mais empático para com os imigrantes e refugiados.

Prudence fez questão de salientar o seguinte: “Sou grata porque hoje estou no ACNUR falando e representando, recebi vários nãos, várias portas fechadas, mas nunca desisti, e agora estou aqui e é uma honra. Estou muito feliz por representar o CEMIR.



Redação: Paulina Meza



 
 
 
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