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Mulher Imigrante e Refugiada: Direito à Saúde e o SUS

No mês de abril, um dos objetivos do CEMIR dentro das rodas foi realizar um primeiro mapeamento sobre o acesso aos serviços de saúde de mulheres imigrantes a partir de suas diversas experiências nos diferentes estabelecimentos de atendimento do Serviço Único de Saúde brasileiro.


Falando especificamente das pessoas migrantes ou refugiados mesmo sem o Cartão SUS podem ser atendidas em casos de urgência e emergência. Apesar das problemáticas existentes relacionadas ao SUS, verificou-se por meio do diálogo estabelecido que, em certos casos, ocorre a satisfação de imigrantes com relação à atenção em saúde no Brasil, este fenômeno estaria relacionado também a que os sistemas de saúde dos países de origem dos imigrantes e refugiados são ineficientes.


Mesmo diante os relatos positivos sobre a universalidade e gratuidade do SUS, no âmbito do atendimento em saúde constatamos que existem alguns obstáculos quando a população migrante pretende fazer uso destes serviços oferecidos, os obstáculos podem ser muito variados e vão desde demoras nos agendamentos ou falta de especialistas até funcionários do SUS que colocam dificuldades para atender os imigrantes pedindo muita documentação ou funcionários que demostram discriminação e xenofobia. Também se sabe que mulheres imigrantes têm sofrido episódios de violência obstétrica no período pré-natal e no parto.


As Mulheres Imigrantes e Refugiadas merecem um serviço de saúde de qualidade.


A saúde é um direito humano!



Redação: Sandra Morais

Edição: Andrea Salamanca

 
 
 

Neste primeiro de maio, convocamos a sociedade civil a refletir sobre a desigualdade de gênero no mercado de trabalho. Grande parte dessa desigualdade decorre da crença histórica da sociedade de que as mulheres são as responsáveis ​​pelos afazeres domésticos e pelos cuidados com os familiares, principalmente crianças e idosos.

Não há dúvida de que as mulheres sempre trabalharam, e o trabalho de cuidado tem sido historicamente sua responsabilidade. Essas tarefas são vistas como atributos do ser humano feminino por serem as protagonistas da maternidade. Até o momento, mulheres e meninas em todo o mundo gastam 12,5 bilhões de horas por dia em cuidados não remunerados.

A inserção da mulher na estrutura económica é repleta de ambiguidades, contradições e preconceitos, pois o trabalho doméstico é considerado uma ocupação de todas as mulheres e, por extensão, não é reconhecida a entrada da mulher no mercado de trabalho.

O preconceito de gênero no mundo do trabalho existe e é evidenciado pelas condições precárias de trabalho, emprego informal e salários mais baixos. Assédio sexual e moral e a pressão de colegas do sexo masculino são muitas vezes evidências de desigualdades no mercado de trabalho. Menos cargos de chefia e decisão são ocupados por mulheres, elas precisam trabalhar menos horas para dividir o trabalho e as responsabilidades domésticas e têm dificuldade para trabalhar em turnos, incluindo o direito de estudar e se capacitar.

Em um país desigual como o nosso, a diferença aumenta com a cor, gênero, raça e classe social. As profissionais negras estão — historicamente — em desvantagem no mercado de trabalho, e na base da pirâmide estão as mulheres imigrantes, muitas vezes em empregos precários e negligenciados.

Embora a legislação trabalhista nacional garanta os direitos fundamentais da mulher no trabalho e formalize a proteção e ascensão da mulher no mundo profissional, e o governo federal se esforce para fazer cumprir leis que protejam os direitos trabalhistas, a existência dessas regras não garante mudança social de comportamento e cultura.

A efetivação dos direitos trabalhistas das mulheres é um grande avanço na promoção da igualdade entre homens e mulheres, mas ainda há uma lacuna com a realidade social. Portanto, o maior problema que as mulheres enfrentam hoje é a efetivação e proteção dos direitos existentes.


Redação: Elisete Avellar

Edição: Andrea Salamanca


 
 
 

Desde sempre a costura e a mulher estão conectadas, costurar é tecer vidas. Infelizmente, muitas mulheres se tornaram invisíveis na cadeia produtiva da moda, a vida que deveria ser tecida acabou sendo engessada num trabalho repetitivo que lhes tirou a capacidade reflexiva e criativa.

Diante dessa realidade, o Cemir além de pensar criticamente a dinâmica da imigração dentro da cadeia produtiva da moda, busca prevenir e enfrentar o trabalho análogo ao de escravo e o tráfico de pessoas, também procura iniciar um processo de geração de renda através da qualificação profissional com diversos cursos relacionados à moda ao empreendedorismo criativo e sustentável.

Nesta perspectiva, o evento do dia 30 de março de 2023 procurou demonstrar o valor, a força e a contribuição que as mulheres imigrantes e refugiadas aportam da moda.

Além disso, propiciou visibilizar o trabalho das imigrantes costureiras, tornando-as protagonistas no campo do empreendedorismo para o empoderamento econômico.

Por fim, agradecemos imensamente a presença das Lideranças e das Mulheres Imigrantes das Rodas Warmis dos diversos territórios onde o Cemir atua, nosso muito obrigada pelas sábias palavras das senhoras: Josi Camargo Souza (Presidenta - SINTRACOBI - Secretaria de Políticas Públicas, Assuntos de Migração e Comunitários UGT; Dilma Chilaca (Costureira e Educadora Social do Cemir), Fernanda do Coletivo Cholitas da Babilônia), Gaby Leconha do Coletivo Cholitas da Babilônia, Fernanda Simon (Diretora Executiva do Instituto Fashion Revolution Brasil) ..., Sandra Morales Mercado (Mediadora do Evento), Prudence Kalambay (Artista), Soledad Requena (Coordenadora de Projetos do Cemir e idealizadora do evento) e toda equipe do Cemir.



Texto: Elisete Avellar

Fotografia : Leonor Hillesheim

Edição: Andrea Salamanca

 
 
 
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